Instituto Anima

"Vamos Salvar e Curar nosso Planeta enquanto podemos Agir e Acordar"

Instituto Anima recebeu o maior prêmio ambiental em 2009 da Fatma, o Fritz Müller, em agricultura sustentável

Entre ainda na nossa Rede Social:  http://permaculturabr.ning.com e Grupo: institutoanimateiadavida@yahoogrupos.com.br

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Se estamos em um Final de Ciclo Crítico, o que vais fazer?

Não acredito nisso, em final de ciclos
Preciso me mudar para uma terra
Estou me preparando, mas não sei o que fazer
Estou pronto para morrer
Acredito que a humanidade vai para o caminho certo e supera este ciclo e sua crise

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Poemas Plenos de Liberdade



A Grande Invocação


Do ponto de luz na mente de Deus
Que flua a luz nas mentes dos homens
E que a Santa luz desça à Terra
Do ponto do amor no coração de Deus
Que flua o amor nos corações dos homens
Que o Santo Cristo retorne a Terra
Do centro onde a vontade de Deus é conhecida
Que o propósito guie as pequenas vontades dos homens
O propósito que os mestres conhecem e servem
Do centro do que chamamos a raça dos homens
Que se realize o plano de amor e de luz
E feche a porteira onde se encontra o mal
Que luz, amor e poder restabeleçam o plano divino
sobre a Terra, hoje e por toda a eternidade

Invocação Maior ao Cristo Maitreya


Da presença sublime em nossos corações
Ó Cristo, ó Redentor
Recebe a chama ardente do nosso grande amor
Da presença real que coroa as nossas mentes
Ó Cristo, ó Potentado
Acolhe a luz do Sol nascente e o poder despertado
Do tímido embrião da nossa inteligência
Ó Redentor, ó Santo puríssimo
Fabrica o teu bordão, manda tecer o teu manto
Por que queremos fechar para sempre a porta do mal na Terra
Ó Cristo, ó nosso Irmão
Mostra-nos tua face e estende-nos a mão
Que a luz, o amor e o poder do Pai
Se manifestem por teu intermédio
Sobre nós, em nós e por nós
Eternizando o Plano de Salvação sobre a Terra

Gayatri Mantran
Mantran ao Sol Dourado

Om Bhurbhuva Swaha
Tat Çavithur Varenyan
Bhargho Devaçyadi mahi
Dioyona Prachodayat

Deus, Senhor Magestoso Pai-do-Universo,
te agradeço pela

Vida e pela pureza eterna de meu
Ser Superior, que sua Paz Magnífica fruto
de sua vossa imensa Bondade e Amor possa ajudar-me
a merecer e a purificar toda a imperfeição de meu
Espírito e evoluir a Missão de minha Consciência
e a de todos os Seres na Terra

Meditemos Sobre Deus e sua Glória, aquele que criou
o Universo, aquele que deve ser adorado e por quem
toda a ignorância é transformada em Luz,
Amor e Consciência ... que possa merecer
ser iluminado por vossa Magnífica
Glória e Explendor

Mantra da Paz Protetora
A Força da Lua

Om Sarvhe Sarvha Thum
Hare Om Bhakti Sarvha Thum
Hare Om Bhakti Swahá

Onde encontra-se a Paz,
Salvando Você ?
Vamos Salvar todos juntos este Planeta
Assim encontraremos a Verdadeira Paz !

Uma Humanidade em Evolução Sustentável :
O Amor como Religião :
o Ser como Educação e Manifestação

“ Bendita seja a libertação de todos os filhos e filhas de Deus,
é necessário repetirmos sempre a Invocação Maior,
até a manifestação objetiva do Messias, que deixará
o novo e poderoso mantran para a nova era,
o qual substituirá a Invocação Maior

(Mensagem de Saint Germain, em a Grande Revelação) “


Um Universo de Energia


As palavras brotam daquilo que deixei de ser
Observo como estrela testemunha:
quem é que vos fala ?
Olho no universo de energia que sinto que sou
Perdí as camadas, núvem de água, núvem de amor

As letras nascem do papel e da tela
pulam e dizem, hein você me deixa crescer
E lá pelo final as idéias que adquiriram mais poder,
acho que até quase corpos anímicos ou astrais, emanam, brilham
como vagalumes,

“ quero entrar aí, neste texto, neste livro “
ainda podemos comungar um sádhana de verdade no Brasil ?

Então um convite para as estrelas do mundo
relaxarem nas ondas do mar, fluirem na noite-das-noites,
depois se derreterem e sentirem as gotas e os átomos,
virando éter de vida e depois prana,
virando prana começarão a compreender
meus mais secretos ensinamentos !!!

(Para o livro Cometa-Brasil-Eldorado-Cristal, setembro de 1998)

Reconstrução

Escutara palavras ao bom tempo
Peregrino e Visitante
Enriqueceria minha busca com boa melodia

Em minha bagagem
Levo minha sabedoria
Para ofertá-la aos mestres do karma
E ainda depositarei minha compreensão profunda
do fardo de minhas limitações

Em quântica-poesia
Telepositaria meus males
na pira acesa do perdão

No alvo do recomeço
Na ascensão de uma nova escadaria

Com uma bagagem mais leve
Terei meus passos mais firmes
Porém mais silenciosos

Não zombarei de mais nada
Usarei a linguagem do silêncio
e no fináculo sussurro de meus guias
buscarei a impecabilidade e a perfeição
de meus gestos, atitudes e pensamentos

Faria tudo isto grande senhor
Se tiver chance

Dai-me a oportunidade de reconstruir
a estrada que leva a origem de meu Ser

Dois Tipos de Amor

Conheço dois tipos de amor
O primeiro sussurra nos ouvidos o desejo
De tê-lo nos braços ardentes da paixão
E devoram-se energias de vida
por minutos e segundos de prazer
Amor de uma noite
Amor que dá saudade
Amor que faz sofrer

O segundo é o amor do amor
Na mais pura luz brilhante
Dos olhos de quem confia e sente
Que é o ser verdadeiro
Que está amando

Quando este amor fala, escuta-se sua voz doce
e aprende-se a arte de amar
Quando ele beija e aperta, quer fundir
O coração no coração

Amor esse é único
Se tiver chance é inteiro presente
Em uma vida inteira
Não é amor que se resolve fácil
È amor de iluminação

Da paixão ao amor sublime
Viagem de longas horas
Muitos tempos e muitas jornadas
Quisera viver um único amor desses
E respirar sua eternidade para dentro de mm
E depois em toda a vacuidade
Que porventura me tornarei

Tê-lo sempre na lembrança
Encontra-lo lá nas alturas de novo
E por que não renunciar a tudo
E descer, e vive-lo de forma mais intensa

O amor pede passagem

O amor quando vem
atravessa todas as fronteiras do meu ser
e tal como enxurrada e vento uivante
espedaça mnha alma
espalhando os cacos
deixando tudo a renovar e a reconstruir
Quisera ser mais forte e não render-me ao amor
Mas ele vem tão silencioso e de mancinho

Começa com um simples olhar
e aos poucos toma conta de toda a minha mente
Torna a alavanca que faz-me viver

O amor de uma mulher
É como uma grande obra a ser construída
Mas é muito mais difícil que as obras comuns
Precisa de amplo respeito, é trabalho a quatro mãos

Contudo quem sofre de amor
não precisa temer a dissolução do amor
é diferente da paixão

Assim como ele venho devagar, vai embora depois
suavemente
e não deixa marcas de dor
mas só riquezas de alegria e contentamento

O amor assim é fruto proibido
É aventura profunda
Que só os iniciados podem sustentar,
compartir entre si e transformar em
novas lições de amor

Flor de Maio

(Poema para Mickaell Uraniã
meu filho-menino Beija-flor)

Dei-te este nome tão lindo
porque tua força é muito grande
tua doçura e teu olhar de anjo
como pode um anjo ser meu filho ?

Que amor sinto por você,
te amo e te entrego minha vida toda
tudo aquilo que carrego comigo é teu
mas cuida bem de tudo e percebe
que o maior bem que possas ter de teu pai
é o amor que ele tem para dar-te

E a admiração de vê-lo crescendo
e aprendendo a arte de viver nesta Terra

O filho meu, sofres demais por que não realizas
todos os teus desejos se pudesses entender como domá-los
desde cedo como inaugurar uma senda desde pequenino

Como anjo tu não precisas nada disto
só de viver e ser feliz e ter amor
mas como fruto-da-Terra o barro que tu tocou
te trouxe várias camadas de poeira
que na hora oportuna deves limpar

Filho meu, se sou o arco e tu és a flecha
onde vais levar-me, que alvo queres
que eu veja no horizonte distante ?

Aquariano ser lindo, encanta-me vê-lo
pular e correr e pirar com as outras crianças
torno-me a mais assustada delas para não dizer
a que mais te segue e te admira

Sou todo teu serzinho feliz
tuas asas enchem de luz minha casa
tem noites que nem durmo de tanta luz e energia
fico fascinado

Mas no fundo de minha mente você
é a força da ousadia que faz-me lutar por dias melhores
e honrar meus compromissos na Terra

Que o todo poderoso ilumine nosso caminho
e permita-nos comungar uma relação transparente
de amor, de luz, de crescimento e de vida

Te amo no mais profundo intimo de meu Ser
Ví tu nascer, chorei, peguei-lhe no colo, enlouqueci

Me parastes o tempo, o rio caudaloso
de meus desejos, fui a outros espaços
ví nascer Jesus dentro de mim

Tenha toda a liberdade de ser você meu filho
Tenha a força de teu pai e a delicadeza de sua mãe
como símbolos para enfeitar a bandeira de tua existência

Mas vai além, se puderes coloca todos os símbolos do mundo
em tua bandeira, ou não coloca nenhum

Tenha a força para não fazer do passado o teu rumo
mas tenhas coragem de seguir em frente
em plena conexão com o Divino

Vai alêm do que os homens já conhecem ou alcançaram
encontra o teu próprio caminho
aquele que tua alma berra dentro de tí
e não te faz sossegar ou aquietar

Encontra tua própria força mestre-aprendiz
mas saiba que nada que aprenderás valerá
o que o Amor no todo presente é como valor
como estado de Ser

Aprofunda este Amor
não percas tempo
este amor divino atrairá sabedoria e louvor
e não te enovelá em fios farpados ou
em uma cadeia de espinhos

Ama a tí primeiro
valoriza o teu ser real
que é Deus pulsando dentro de tí
e assim valorizarás os demais irmãos
todos os Seres

Aprende uma Arte
desenvolva tua sensibilidade
seja o êxtase que transforma a dor em puro coração

seja a nuvem que passa e traz vida com a chuva
mas ninguém pode tocá-la sem ela permitir

Seja o Sol, ali com seus rebentos
e ilumina sem queimar a consciência e o coração
daqueles que amam e sofrem

Acelera teus passos
cobre o teu destino
com a Flor de Maio
cujo perfume vivifica toda a
existência humana na Terra

Te compromete em ser antes de ter
e a amar as estrelas cadentes e a prometer
que toda a maldade que porventura tiveres
transformarás sem sossego
seguindo a risca o que o
filho do Pai disse e apontou:

“ Conheces a tí mesmo filho
e ama a todas as criaturas
sem distinção “

Face do Contemporâneo ser:
um poema quase proibido


(Ode a turma dos insetos inteligentes)

As paixões humanas
Sonhos mortais de uma revolução sem fronteiras
Quisera mergulhar nelas sem afogar-me nos comentários maldosos
Que recebo quando piso na porta do templo de minha alma

Me apontam o dedo e gritam: és guardião de desejos impuros
E perde-se nos teus impulsos mais infantis
E meus mestres vivem em seus templos, cuidam de seus jardins
Produzem uma sempre dose de música celestial
E ornamentam suas vestes com as mesmas pedras
E reclamam muito

Sempre quando volto digo:
vivi intensamente todos os meus pecados
Mas fí-los com muito zelo
E orneios com todo o amor que em mim vive
O mestre dos mestres: os modernos tempos são outros
Banho-me em seu conhecimento,
mas não apenas para envelhecer e morrer num túmulo escuro
Ou sentar e rezar e ficar mais triste que estava

Quero viver tanto que nem sentirei o que é a morte
Pois continuarei vivo quando atravessar o luminoso túnel
sorrindo e transbordando de vida
Serei este alegre contador de histórias
Um grande bobo para vocês, mas lhes digo, com todo respeito,
um amante de um Deus vivo,
sendo eu mesmo parte deste Deus e sua bela criatura

Minhas paixões, ora preciso vive -las até enjoar
Preciso vive-las sem ter medo

Sei que as regras do templo são importantes,
também as pratico,
mas trago o sagrado a esta refinada dualidade
Isto não é uma impossibilidade

Até que um dia bem satisfeito
Renuncio como sempre as vãs companias
E vôo para a mais alta montanha, conduta, fórmula, desafio,
Seja o que for de mais sábio e honesto
E eu direi que vivi, vivi tanto
Que agora posso deitar nos braços do senhor novamente
Sem nenhuma gota de qualquer desejo, sede ou vontade
De minha alma que brilha iluminando o vasto oceano,
e que deita em sua rede de estrelas
e mergulha respeitando toda a vacuidade
e vastidão do universo

Divino Casal

O amor que invade por esta senhora
me faz implorar que meu espírito se funda ao seu
A dimensão de seu sorriso
E o olhar que esgueira em mim me toca fundo
Olhar de princesa
Olhar de interesse em crescimento
Olhar de animal feroz
Que me quer devorar

E me sacudir
E me purificar
Da longa seca da minha alma

Ser-dos-seres
Febril colina onde deixei meu ventre de mendigo
que catava ossos na noite escura
Pulsa em ti doce menina
A pureza eterna
O canto de uma boa nova
A canção dos inocentes

Brava gente que sabe amar
Que conhece o valor do amor
Brava gente que acende sua centelha divina
E surge no meio das árvores do meio-dia
O ideal do bem viver

Deixaram para o passado o amor escondido
Elevam no presente sua justa cor,
combinando os enfeites da festa que celebram nas noites de
Lua Branca e cobrem-se com as espumas quentes do amor

Purificam seus corpos na maior das terapias
Os deuses te olham fruto casal
E invejam pela tua condição humana de frutos-da-terra

Percebam o Sol que aquece vossos corações
e impulsiona vossas vidas para a plenitude de vossas almas
Para a fusão quântica de estrelas
Para o choque inevitável de seus corações e mentes

Banham-se de luzes
De novas luzes todos os dias
E descansem nas areias cristalinas
e festejem com seus irmãos a celestial paz de Deus

No reencontro consigo mesmos
rebentam vossos filhos do ventre da mãe-da-terra

Filhos, filhos, filhos sagrados da vida, produtos incólumes do amor,
silvos do futuro, gritos da vida, pedindo mais vida

Laços que brotam dos abraços, sussurros, gemidos, beijos,
do calor das almas que se encontram

Ser-dos-seres banha tua alma pura
Que habita em teu interior na entrega
incondicional do amor
E vá em frente

Ousa enfrentar as águas geladas que teimam em apagar o teu fogo
Consuma-te com a força da paixão

E ama simplesmente ama
Através das aparentes divergências
Com segurança e unificação

Cresce e não apaga a tua chama
Alardeia o teu caminho
E segue em frente
Segue na risca o destino traçado

Pois na memória do éden
teu destino são as cartas
maravilhosamente marcadas pelo grande Ser

Canção de Amor e Liberdade

Pois fico a esperar quietinho a tênue vibração de Deus
atravessar meu corpo
Em um lampejo de vazio soltam-se os pedaços
que revestem a consciência
e começo a levitar em vários planos cristalinos
Vejo e sinto vários horizontes resplandecentes
Assim neste mundo silencioso
escuto-te o bondoso Deus
e tuas palavras são como carícias ao vento
Sinfonias puras ao meu dizer suave

Entrego-me o limiar de minhas vidas terrenas
E o limiar que vivi entre todas elas
Onde descansei em teus braços
E te pergunto o que preciso corrigir mais
Para voltar e ser o ser mais perfeito
e jubiloso que tu és

Te pergunto com clareza,
o que queres que aprenda
Se a casa que construístes não é tua
Quem nela agora habita
Quem ousa viver em teu palácio de cristal

Navegante solitário
Inebriante em tuas peregrinações
Nas muitas idades que andarilhamos
O que queres que me iluda para voltar
e desfazer a ilusão

Navegador passivo, marchador impaciente
Comandante de exércitos, de escravos de desejos,
Devoradores da existência
Mártir de si mesmo
Doma tuas feras

Aceso e inquieto na relva macia
Lentamente compreende a si mesmo
E inaugura tua evolução
A tua ascese

Nada, nada, nada firme e com forte fôlego
Busca o oceano
Provenha tua alma de coragem o navegante solitário
Investe em tua própria guerra
E enfrenta o teu por inimigo, a tua mente

Saiba que te consola um contar de eras,
uma cadeia de seres mais brilhantes
que o maior dos tesouros
E que oram por ti e te observam
A tocha da consciência ascende o fogo supremo

Levanta-te leão triunfador
E sai do marasmo infantil
Concentra-te e vá em frente
Atravessa os portais dos outros mundos
Estuda e bebe o néctar do verdadeiro saber

Mestre triunfante, aponta o caminho
Renasce o ouro onde havia o pó
E ilumina o caminho

Esforça-te em ser humilde
Em sempre reaprender
O que já conheces
Mas ama as novidades

Enobrece tua alma jovem pastor
Anoitece e tua alma já é nobre

O que te faltas pequeno criador
Falta-te a seta do cristo atravessar-te o coração

E fazer-te arder nas chamas
do amor maior e da sublime canção de harmonia
Falta-te o total colapso do teu eu
E Deus no meio da tua escuridão
e dos teus soluços aparecer e atomizar
Com sua luz de inesquecível brilho
Cintilar como fogo dos teus olhos
Dourar tua aura
E encantar e aquecer as multidões
O amor que acenderá em teu coração

Tua consciência então se estenderá por milênios
E nada ofuscará traindo agora o rei que nela habita
e coordena de forma impecável seu poderoso reino

Retornas para casa querido irmão

Ser-dos-seres

Vibra o caminho real
Cada passo nascerá ouro
E de tuas palavras sentirse-á
o perfume de delicadas flores

Os despertos sentirão teu cheiro
E colherão seus frutos e pedirão mais
E de tuas sementes erguerão imensas catedrais
Os incultos estes esperarão a sua hora de liberdade
Esperarão ignorantes no futuro
Se ainda houver tempo

Pois para o espírito o amanhã é o leito dos fracos
E o presente as asas daqueles
que realizam seus sonhos
e margeiam os espaços infinitos do pleno saber

Já é noite e a alma esvai-se
na madrugada dos sonhos,
e seu sorriso banha o oceano do oceano
de imensa alegria
Alvorece o sempre novo dia
Mas para a maioria ainda é cedo


Renascer das várias Mortes

(Para Gibran, Tagore, Rilke, Pessoa, Blake e Drummond)

Outrora tinha a sensação da morte muito próxima, levando-me a outro mar da existência, e sentia o frio do meu cadáver e minhas partes congelando, e meu uivo ficando tênue. Assim partia para um longo silêncio. Mas estava apaixonado pela minha morte. Percebia nela o longo começo de uma nova vida. Como uma neblinante noite de que jamais sairia, para dizer mais uma vez, estou aqui, abrindo os olhos, dizendo bom dia, e o que devo fazer hoje, senhor ? Pois minha primeira morte foi a rotina. Destrocêia de mim, arrancando todos os seus tecidos e fios que conduziam a minha vida. Caminhei e percorri os trechos mais difíceis. Esvaziei-me inteiramente, tornei-me uno com a natureza. Quando parei de caminhar, ví meus dedos tornarem-se pedras também, e deles brotarem raízes de amor por esta terra, e da minha mente, ví um tufão nascer de inquietudes. Nesse momento, ví a morte e percebi no seu longo percurso que jamais morreria sem desapegar-me de meus eternos conceitos e vaidades a respeito de mim mesmo e de esfarelar minhas rochas de lamentações e indignações. Ora, com um doloroso choro, um inesquecível choro, morri. Minha morte foi clavando seres tenebrosos. Foi rompendo artérias e bolhas. Foi ensangüentando meus alicerses. Morri também por amor a uma mulher. E dele morri com sede e com fome de amor, e esta morte doeu mais que todas as minhas mortes olimpianas, mortes efêmeras, mortes cruéis. Será que era uma mulher mesmo, ou um cristalino receptáculo de uma Deusa inacessível ? A morte do amor sem podermos recorrer ao suicido do orgulho e ao mais sincero arrependimento é um poema negro de absoluta rendição a pior das mortes. Mas o amor vazio é a perigosa ascenção de um amor medroso, cheio de artifícies, conceitos, maniqueísmos, misérias, ora quem tem coragem de amar um tão revolucionário ser ou um morto vivo, de carne e ossos, que ainda vai trabalhar todo dia, e senta a mesa educadamente para almoçar e jantar. Um exemplo vivo de um sacrificado Deus, mas é inconcebível que as donzelas permitam tornarem-se moribundas para sua beleza e seu si mesmo, melhor será então serem succionadas para dentro de um grande ciclone de transformação, para saltarem arremeçadas em planícies ornadas de radiantes pigmentos de luz e intuição. Juro-te que meus pecados foram apenas sorrir aos desejos intimos de minha alma e trancendê-los, e abandoná-los no percurso, e navegar no rio do mar do alem plantar e manter até meus sonhos pessoais, e não parar adornando minhas próprias estátuas de dor presas nos rochedos, aquelas torrentes cheias de pedras que me custaram dias de abnegação e sofrimento. Aflito, os poemas dissolvem o meu estado de permanecer um projétil esquecido pelas multidões que tudo viram, mas sem tempo que tiveram para refletir, e não perceberam e não quiseram contemplar dentro de si as possiblidades dos múltiplos saltos que poderíamos realizar sobre suas mortes pessoais, e o tombamento de seus alicerses sombrios mais íntimos, e fazer renascer suas maiores e luminosas mensagens, mas sei que agora é preciso ter mais poder do que amor, mas desta forma não quero este poder

Pois fiquem com suas jóias e seus carros importados, ou seus vastos poderes trancafiados, seus barcos assim podem afundar. Suas densas, vigiadas e competitivas liberdades e amolecidos confortos, e seus poderes sem amor podem ainda serem vistos como falsos, traindo sua autenticidade e evolução, ou não, na sua busca sincera da transcendência a realidade absoluta. Vou produzir de alguma forma alimento novo e suficiente para as bocas famintas de amor que encontro. Estou assassinado pelo destino, mas não estou morto. Ao contrário, que pensam apenas, estou arriscando através da linguagem de meus simbolos os segredos que guardo desde criança e que não sei mais guardar. Olho a mulher, vejo-a tão linda. Pressinto coisas, estou convidândo-as para a fantástica viagem pelo mundo todo, mas com a condição de que deixaremos nossos sombrios receios despejados nos cantos mais profundos do mar. Algo que me diz que vou renascer de novo. As sincronicidades passam desapercebidas, e na síntese delas decolo curioso na tentativa de ser novamente um mestre de minha vida e do processo de torná-la em exigentes detalhes mais viva e colorida. Na verdade, abro os olhos, estico os braços, agarro a direita dos céus com uma mão, e a esquerda dos céus com a outra mão, olho bem para a realidade ali infinita disposta alegremente, todos esperam um dia bonito de Sol, então com meu amor aqueço e com minha calidez de meu sentimento de volátil compaixão humideço a cor da íris azulada dos céus, e ainda promovo um leve soprar para acariciar a felicidade e o sorriso de quem abre-se às mensagens descritas pelas mágicas inspirações, que são aspergidas pelos meus impulsos mais serenos. E não intervê-io diretamente nos processos de cada ser, não imponho sua subordinação, pois gostaria fielmente que cada um descobri-se donde brota o mistério de sua vida e quais são os verdadeiros passos de sua evolução e libertação criativa, que consegui-sem decifrar isto a partir da sua mais fantástica e refinada harmonia e amor, que possam manifestar na maior paz que consigam conquistar, entre as grandes porções dos infinitos céus e as mensuráveis partes das terras que possam tocar, avivar e fazer encherem-se de flores, abelhas e múltiplas experiências de observar o nascimento de infinidades de novas relações vitais entre os seres que se movem, e os seres que repousam na eternidade dos sentimentos colocados na herança das obras que conseguiram compartilhar, e que ficaram simplesmente mais belas que as que habitavam ansiosamente em seus mais marcantes sonhos
 
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